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Infertilidade Feminina

Adenomiose e infertilidade

Por fevereiro 14, 2020 julho 1st, 2020 Nenhum comentário

adenomiose

Introdução

Adenomiose uterina é uma doença de causa ainda pouco conhecida e se caracteriza pela presença anormal de tecido endometrial (tecido da camada interna do útero) no miométrio (camada muscular do útero). Esse tecido endometrial, invade, portanto, a camada muscular do útero e essa invasão pode acontecer em vários graus. 

Adenomiose e infertilidade, qual a relação?

Você já ouviu falar de adenomiose uterina? Essa é uma doença de causa ainda pouco conhecida, mas que geralmente desaparece após a menopausa. Embora as mulheres com essa condição normalmente tenham também endometriose, elas são diferentes. Mas por se tratar de uma doença menos conhecida pelas mulheres, muitas ficam com dúvidas principalmente se há relação entre a adenomiose e infertilidade, isto é, se quem tem adenomiose pode engravidar.

 

O que é adenomiose uterina e qual a diferença para endometriose?

Adenomiose uterina é uma doença que se caracteriza pela presença anormal de tecido endometrial, que é o tecido da camada interna do útero, no miométrio, a camada muscular do útero. Esse tecido endometrial, invade, portanto, a camada muscular do útero e essa invasão pode acontecer em vários graus. Isso torna as paredes uterinas mais espessas e pode levar a sangramento menstrual intenso ou mais longo do que o normal, bem como dor durante o ciclo menstrual ou a relação sexual.

 

Apesar da causa de adenomiose ser desconhecida, sabe-se que está associada ao aumento dos níveis de estrogênio. Por isso, tende a desaparecer 12 meses após o último período menstrual da mulher, que é a menopausa, porque é quando os níveis de estrogênio diminuem.

 

A adenomiose é diferente da endometriose, pois nesse segundo, as células que revestem o útero, chamadas de endométrio, são encontradas em outras partes do corpo, como nos ovários, nas trompas de falópio e no tecido que reveste a pelve.

 

O que causa adenomiose?

Como dito anteriormente, a causa de adenomiose é desconhecida, mas existem algumas teorias que são estudadas, que incluem:

 

  • tecidos extras na parede uterina, presentes antes do nascimento, que crescem durante a idade adulta;
  • crescimento invasivo de tecidos anormais, chamados adenomioma, que se introduzem no músculo uterino;
  • células tronco na parede muscular uterina;
  • inflamação uterina que ocorre após o parto.

Quais são os fatores de risco de adenomiose?

De forma geral, a adenomiose é mais frequente em mulheres na 4ª ou 5ª década de vida, antes de passarem pela menopausa. Além disso, outros fatores de risco de adenomiose ainda incluem:

  • Mulheres com maior exposição ao estrogênio: primeira menstruação precoce (antes dos 10 anos), aumento do IMC (índice de massa corpórea) acima de 30;
  • Multiparidade (mais que 3 patos), devido à alta exposição ao estrogênio;
  • Ter passado por uma cirurgia uterina;
  • Alteração mecânica na junção do endométrio/miométrio, local mais frequente de focos de adenomiose.

Sintomas de adenomiose

Aproximadamente 13 das pacientes com adenomiose é assintomática e os sintomas podem ser muito inespecíficos. A gravidade dos sintomas se relacionam com o grau de invasão do miométrio pelo tecido endometrial anômalo. Quando os sintomas de adenomiose estão presentes, podem ser relatados pela paciente ou observados pelo médico. Dentre eles pode-se citar:

  • Dismenorréia (cólica menstrual);
  • Alterações do fluxo menstrual (menorragias e metrorragia);
  • Dispareunia (dor durante o ato sexual);
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar;
  • Edema da barriga;
  • Dor pélvica crônica;
  • Infertilidade.

Como diagnosticar adenomiose?

Uma avaliação médica completa não só permite o diagnóstico correto, como  pode ajudar a determinar o melhor curso de tratamento. O diagnóstico de adenomiose se inicia pela anamnese e quadro clínico. Em alguns casos, a histeroscopia diagnóstica também pode auxiliar. 

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E, é claro, exames de imagem ainda são solicitados pelo médico. Mas o diagnóstico definitivo é dado com análise anatomopatológica de amostra de tecido do útero.

Qual exame detecta adenomiose?

Exames de imagem são a primeira opção como método diagnóstico de adenomiose. Isso porque geralmente nesses exames observa-se alteração na ecotextura do miométrio e aumento do volume uterino. Os exames mais comumente pedidos são:

Como é feito o tratamento de adenomiose?

Ao se avaliar uma mulher com adenomiose e propor um tratamento, o ponto principal a ser analisado é sobre o desejo reprodutivo. Há métodos cirúrgico mais conservadores que propõem a excisão dos focos de adenomiose.

O tratamento padrão ouro da adenomiose é a retirada do útero (histerectomia), o que se torna inviável para as mulheres que desejam engravidar.

Há alguns tratamentos mais conservadores com uso de hormônios, na tentativa de manutenção do útero e com o objetivo de melhorar a fertilidade, como:

  • Pílulas anticoncepcionais
  • DIU medicado com progesterona
  • Inibidores da aromatase
  • Embolização das artérias uterinas, na tentativa de diminuir o fluxo uterino
  • Análogos de GnRH

 

Adenomiose e infertilidade

A adenomiose se relaciona com infertilidade principalmente pelo fato de alterar a contratilidade uterina e receptividade endometrial no momento da implantação embrionária. A adenomiose está relacionada, portanto, à falhas de implantação em ciclos de fertilização in vitro.

 

Em ciclos de Fertilização in Vitro, o protocolo a ser empregado depende muito da extensão e gravidade das lesões de adenomiose. O uso de análogos de GnRH por 3 a 6 meses para suprimir a hipófise e diminuir o estrogênio pode ser uma tática interessante antes da implantação embrionária, em casos de adenomiose com focos difusos no miométrio ou úteros com volume muito aumentados. Em caso em que a paciente é assintomática e/ou os focos de adenomiose são raros e o útero tem tamanho normal, não há necessidade desse tipo de bloqueio.

 

Quando esse bloqueio se faz necessário, o ideal é primeiro realizar a hiperestimulação controlada, aspiração dos óvulos e obtenção dos embriões. Assim, faz-se o bloqueio de 3 a 6 meses antes da transferência de embriões. Isso porque o estado de hipoestrogenismo pode prejudicar a estimulação ovariana em ciclos de fertilização in vitro. Claro que cada caso tem que ser analisado de forma particular.

 

Por último é necessário salientar que em caso de mulheres com adenomiose (principalmente em casos graves) é aconselhável a Transferência Eletiva de um único embrião, devido ao risco aumentado de abortamento e complicações obstétricas, que são mais frequentes em casos de gestação múltipla.

 

Muito importante salientar adenomiose pode acometer mulheres com alteração de fluxo menstrual, dor pélvica crônica, cólica menstrual anormal ou de forte intensidade e infertilidade, e que devem procurar ajuda de um especialista para orientação diagnóstica e terapêutica.

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GINECOLOGIA E OBSTETRICIA em Clinica Viventre
Formado pela faculdade de medicina da USP, fez residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, onde também foi médico preceptor da disciplina de Ginecologia.

É especialista em Reprodução Humana e médico colaborador do Centro de Reprodução Humana “Governador Mário Covas ” do HCFMUSP e faz parte da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

Especialidades:
- Mioma e Infertilidade
- Endometriose e Infertilidade
- Fatores Tubários
- Fatores Uterinos
- Endocrinopatias e Infertilidade
- Síndrome dos ovários Policísticos
- Abortamento de Repetição
- FIV e Casais Homo afetivos
Dr. Pedro Peregrino
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