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Dúvidas Frequentes

Os planos de saúde cobrem tratamentos de infertilidade?

A maioria das clínicas de reprodução humana não trabalha com convênios ou planos de saúde. Os tratamentos não costumam ter cobertura dos planos, mas algumas pacientes, no entanto, solicitam reembolsos de consultas e a maior parte dos exames pode ser feita na rede credenciada pelo plano.

Como saber se precisamos de algum tratamento para engravidar?

O primeiro passo para definir se existe necessidade de algum tratamento e para que ele seja indicado corretamente, é a avaliação do casal em uma consulta. Nesta consulta, uma história detalhada do casal é obtida, com avaliação de exames que vocês eventualmente já tiverem realizado. Outros poderão ser solicitados de acordo com a necessidade.

Já faz um ano que estamos tentando a gravidez sem sucesso. O que devemos fazer?

Se vocês estão tentando a gravidez há um ano ou mais e até agora não obtiveram sucesso, é interessante que passem por consulta com um especialista. Alguns exames serão necessários, para ver se existe algum fator identificável que esteja dificultando a gravidez. Dependendo da história clínica de vocês e dos achados dos exames, diferentes tipos de tratamentos podem ser indicados.

Posso fazer um tratamento de reprodução para escolher o sexo do bebê?

O Conselho Federal de Medicina não autoriza que seja feito tratamento de reprodução assistida com o objetivo de escolher o sexo do embrião. No entanto, é permitida a biópsia com estudo dos cromossomos dos embriões antes da transferência para o útero, com o objetivo de se evitar a transferência de embriões alterados. O resultado deste exame identifica todos os cromossomos, incluindo aqueles que determinam o sexo masculino (Y) ou feminino (X).

Como funciona o tratamento quando o homem fez cirurgia de vasectomia?

O tratamento de fertilização in vitro possibilita a gravidez em casos de vasectomia. A técnica consiste em estimular os ovários da mulher, aspirar os óvulos e obter espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimos (um reservatório de espermatozoides ao lado dos testículos) do marido. Os óvulos são então fertilizados no laboratório e, alguns dias depois, os embriões são transferidos paro o útero.

O que é azoospermia? Existe tratamento?

Quando o espermograma não detecta nenhum espermatozoide, temos uma condição denominada azoospermia. De forma geral, há 2 possibilidades:
1) existe algum bloqueio à passagem dos espermatozoides produzidos nos testículos, de forma que eles não alcançam o sêmen que é ejaculado;
2) produção ausente ou muito baixa de espermatozoides nos testículos.
O primeiro passo, assim, é uma avaliação com o objetivo de tentar saber qual o tipo da azoospermia. Para ambos os casos, o tratamento mais indicado costuma ser a fertilização
in vitro, tentando-se obter espermatozoides diretamente dos testículos ou dos epidídimos (uma espécie de reservatório de espermatozoides, ao lado do testículo). Somente quando não existe a possibilidade de encontrarmos nenhum espermatozoide é que estará indicada a utilização de sêmen de doador.

Qual é o tratamento indicado em caso de obstrução das trompas?

Os casos de obstrução das trompas (ou tubas uterinas) devem ser detalhadamente avaliados. Dependendo de fatores como local, tipo de obstrução e idade da mulher, pode-se tentar o tratamento cirúrgico para desobstruí-las ou ser diretamente indicada a fertilização in vitro. O tratamento de fertilização in vitro consiste em estimular os ovários e retirar óvulos para serem fertilizados em laboratório. Os embriões são, então, transferidos diretamente para o útero, sem que seja necessária a participação das trompas neste processo.

Posso engravidar novamente mesmo tendo feito laqueadura?

Há 2 tipos de tratamentos possíveis para pacientes com laqueadura: a reversão cirúrgica e a fertilização in vitro. Nem sempre as condições das trompas possibilitam a cirurgia, de forma que muitas pacientes acabam necessitando da fertilização in vitro, que consiste em estimular os ovários e retirar óvulos para serem fertilizados em laboratório. Os embriões são, então, transferidos diretamente para o útero, sem que seja necessária a participação das trompas neste processo.

Mulheres com baixa reserva ovariana podem engravidar com tratamento?

Podemos entender a reserva ovariana, de forma simplificada, como o estoque de óvulos que uma mulher ainda tem em seus ovários. Diferentemente do que acontece com o homem, que produz espermatozoides ao longo de toda a vida, a mulher já nasce com todos os seus óvulos, que vão se perdendo ao longo dos anos. A partir de uma certa idade, portanto, é esperado que exista diminuição da reserva de óvulos. As características dos ciclos menstruais, aspecto dos ovários ao ultrassom e alguns exames hormonais podem indicar como está a reserva de uma mulher.  Existem métodos de indução da ovulação que podem ajudar a mulher engravidar neste período. Procedimentos de reprodução assistida como a fertilização in vitro podem resultar em boas chances de gravidez. No entanto, é importante que fique bem claro que, após os 40 anos, as taxas de sucesso de qualquer tipo de tratamento com óvulos próprios são mais baixas.

Fiz um espermograma que mostrou baixa quantidade de espermatozoides. O que fazer?

Quando existe redução do número de espermatozoides, 2 tipos de tratamento podem ser indicados: a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro. A indicação de um ou de outro dependerá de todos os parâmetros avaliados pelo espermograma, que incluem: número, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

O que é síndrome dos ovários policísticos?

A descrição de ovários micropolicísticos ao ultrassom pode fazer parte de uma condição denominada Síndrome dos Ovários Policísticos. Nesta síndrome, em geral, a mulher apresenta irregularidade menstrual ou até ausência de menstruação, levando a anovulação crônica (dificuldade para ovular). É comum também haver aumento dos hormônios androgênicos, com sinais como aumento da quantidade de pelos e acnes.

Com a indução da ovulação, é perfeitamente possível que a mulher engravide, desde que os demais exames estejam normais. Mudanças do estilo de vida, com alimentação saudável, perda de peso em caso de obesidade, prática de atividades físicas e uso de alguns medicamentos que melhorem a ação da insulina podem ajudar a aumentar as chances de gravidez.

Tive o diagnóstico de menopausa precoce. Posso ainda engravidar?

Se os ovários já entraram em falência completa, o que é comum em casos de menopausa precoce, o tratamento é possível pela fertilização in vitro com utilização de óvulos doados. No entanto, é sempre importante confirmar este diagnóstico, pois alguns supostos casos de menopausa precoce ainda apresentam alguma função ovariana residual. Em mulheres jovens com este quadro, pode ser viável a realização de uma fertilização in vitro com óvulos próprios.

Não tenho parceiro e gostaria de fazer uma produção independente. Isto é possível?

Sim, o tratamento de pessoas solteiras é possível. Para mulheres sem parceiro, utiliza-se sêmen de doador. É fundamental, no entanto, que a mulher passe por uma avaliação prévia, para que a melhor técnica de reprodução assistida seja indicada. Por exemplo, não podemos indicar uma inseminação intrauterina antes de avaliarmos as condições das trompas. Em casos de obstrução das trompas, o tratamento mais indicado será a fertilização in vitro.

Sou uma mulher homossexual e gostaria de fazer tratamento com a minha parceira. Posso utilizar meus óvulos e transferir embriões para o útero dela?

O Conselho Regional de Medicina autoriza tratamento de fertilização in vitro para casais homossexuais com utilização dos óvulos de uma mulher para formar embriões que, posteriormente, serão transferidos para o útero da parceira. Nestes casos, os espermatozoides devem sempre vir de um banco de sêmen, já que a doação de gametas, no Brasil, deve sempre ser anônima.

Somos um casal de mulheres homossexuais. Podemos fazer o tratamento usando o sêmen de um amigo como doador?

Não é possível a utilização do sêmen de um amigo. A amostra de sêmen deve sempre ser anônima de acordo com as normas brasileiras, sendo obtida a partir de um banco de sêmen.

Quais as taxas de sucesso do tratamento de infertilidade?

Se formos considerar todos os grupos de pacientes tratados, podemos dizer que as taxas gerais de sucesso ficam ao redor de 30% por tentativa. No entanto, o sucesso do tratamento depende de diversos fatores, que incluem a história clínica do casal, o fator de infertilidade, a idade da mulher, entre outros. Somente temos condições de traçar um prognóstico para o caso após uma avaliação do casal e, eventualmente, de exames subsidiários que se façam necessários.

É permitida a barriga de aluguel no Brasil?

A cessão temporária de útero (que é o nome correto do procedimento no qual uma mulher empresta o útero a outra) só é permitida, no Brasil, entre parentes de até quarto grau, sendo proibida qualquer compensação financeira. Em casos de inexistência de parentes nessas condições, é necessária autorização do Conselho Regional de Medicina para que uma pessoa sem grau de parentesco possa participar do tratamento.

Temos vontade de ter gêmeos. Podemos fazer um tratamento para realizar este sonho?

Um profissional consciente jamais fará um tratamento de reprodução assistida para que a mulher engravide de gêmeos. A gestação múltipla, aliás, é considerada uma complicação do tratamento, pois os riscos envolvidos são grandes, principalmente no que se refere às chances de perda da gravidez, complicações como aumento de pressão arterial e diabetes na gravidez e a prematuridade. Não é rara morte de recém-nascidos prematuros ou a sobrevivência com sequelas graves, incluindo problemas de visão, problemas respiratórios e déficits neurológicos, com dificuldade de movimentação e retardo mental.

Desta forma, o objetivo de um tratamento de infertilidade deve sempre ser a gestação única, com o nascimento de um bebê saudável de 9 meses

Quanto tempo um embrião pode ficar congelado sem perder o potencial reprodutivo?

Não existe prazo estabelecido para o congelamento dos embriões. A decisão do melhor momento para a transferência deve levar em conta alguns fatores, como por exemplo a idade da mulher e a reserva ovariana, com eventual necessidade de novo estímulo ovariano caso a gravidez não ocorra após a transferência daqueles embriões. Como a média de faixa etária das pacientes, em grande parte das clínicas de reprodução humana, fica ao redor de 35 a 37 anos, recomenda-se que a transferência seja realizada dentro de um prazo de 3 a 4 anos – levando em conta que as taxas de sucesso do tratamento são bem mais baixas quando se utilizam óvulos após os 40 anos. Mas isto não é uma regra; mulheres jovens que preservam seus óvulos ou embriões antes de tratamento de câncer, por exemplo, costumam deixar seus embriões congelados por períodos mais longos. É sempre importante, assim, particularizar cada caso e conversar com o médico responsável pelo tratamento, que pode ajudar o casal a se programar e tomar a melhor decisão.

Como é feita a transferência de embrião descongelados?

A transferência é feita em 3 etapas, sendo elas:
– Preparo endometrial: são medicações hormonais de baixo custo e fácil administração (adesivos ou gel transdérmico e comprimidos para aplicação por via vaginal)
– Descongelamento do embrião
– Transferência embrionária: procedimento simples, que não requer anestesia. assemelha-se a um exame ginecológico de rotina. Um fino cateter é inserido pelo colo do útero e o embrião é colocado dentro da cavidade uterina.

Como funciona a doação de embrião?

Quando um casal passa pelo procedimento de fertilização in vitro, são formados vários embriões e alguns podem ser congelados para outras eventuais tentativas. Caso o tratamento dê certo e o casal não queira outros filhos, eles podem assinar uma autorização para que os embriões restantes sejam doados. Somente embriões formados a partir de óvulos de até 35 anos e provenientes de casais sem história de problemas genéticos na família podem ser doados.

Como funciona a adoção de embrião?

Conforme as regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina:
1- A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial;
2- Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de embriões, bem como dos receptores;
3 – A escolha dos doadores é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com os receptores.

Quais as técnicas para preservação da fertilidade?

Existem 3 formas de preservar a fertilidade:
– Congelamento de óvulos
– Congelamento de espermatozoides
– Congelamento de embriões

A decisão por preservar embriões ou gametas (óvulos ou espermatozoides) deve levar em conta que, no caso de embriões, o destino dos mesmos deverá ser decidido pelo casal. Este tratamento é, portanto, mais indicado para uniões estáveis. Dependendo do caso, existe ainda a possibilidade de realização de mais de um ciclo de tratamento, com objetivo de se congelarem tanto óvulos quanto embriões.

Quando a preservação da fertilidade é indicada?

As técnicas para preservação de fertilidade são indicadas para:
– Mulheres por volta de 35 anos de idade sem perspectiva de gestação num futuro próximo
– Mulheres jovens com diagnóstico de diminuição de reserva ovariana
– Mulheres em tratamentos que possam comprometer a reserva ovariana de forma irreversível, como por exemplo quimioterapia
– Homens que vão se submeter a algum tratamento oncológico ou qualquer outro procedimento que comprometa sua fertilidade.

Pacientes que moram em outros Estados ou países conseguem fazer o tratamento com a Viventre?

Sem dúvida. Hoje em dia, com a facilidade dos meios de comunicação, conseguimos programar tratamentos mesmo à distância, avaliando exames e muitas vezes contando com a parceria de colegas locais que possam fazer algumas avaliações, como controle de ultrassom, por exemplo. Conseguimos então programar as etapas do tratamento de forma que o casal precise permanecer o menor tempo possível em São Paulo.

Os planos de saúde cobrem tratamentos de infertilidade?

A maioria das clínicas de reprodução humana não trabalha com convênios ou planos de saúde. Os tratamentos não costumam ter cobertura dos planos, mas algumas pacientes, no entanto, solicitam reembolsos de consultas e a maior parte dos exames pode ser feita na rede credenciada pelo plano.

Como saber se precisamos de algum tratamento para engravidar?

O primeiro passo para definir se existe necessidade de algum tratamento e para que ele seja indicado corretamente, é a avaliação do casal em uma consulta. Nesta consulta, uma história detalhada do casal é obtida, com avaliação de exames que vocês eventualmente já tiverem realizado. Outros poderão ser solicitados de acordo com a necessidade.

Já faz um ano que estamos tentando a gravidez sem sucesso. O que devemos fazer?

Se vocês estão tentando a gravidez há um ano ou mais e até agora não obtiveram sucesso, é interessante que passem por consulta com um especialista. Alguns exames serão necessários, para ver se existe algum fator identificável que esteja dificultando a gravidez. Dependendo da história clínica de vocês e dos achados dos exames, diferentes tipos de tratamentos podem ser indicados.

Posso fazer um tratamento de reprodução para escolher o sexo do bebê?

O Conselho Federal de Medicina não autoriza que seja feito tratamento de reprodução assistida com o objetivo de escolher o sexo do embrião. No entanto, é permitida a biópsia com estudo dos cromossomos dos embriões antes da transferência para o útero, com o objetivo de se evitar a transferência de embriões alterados. O resultado deste exame identifica todos os cromossomos, incluindo aqueles que determinam o sexo masculino (Y) ou feminino (X).

Como funciona o tratamento quando o homem fez cirurgia de vasectomia?

O tratamento de fertilização in vitro possibilita a gravidez em casos de vasectomia. A técnica consiste em estimular os ovários da mulher, aspirar os óvulos e obter espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimos (um reservatório de espermatozoides ao lado dos testículos) do marido. Os óvulos são então fertilizados no laboratório e, alguns dias depois, os embriões são transferidos paro o útero.

O que é azoospermia? Existe tratamento?

Quando o espermograma não detecta nenhum espermatozoide, temos uma condição denominada azoospermia. De forma geral, há 2 possibilidades:
1) existe algum bloqueio à passagem dos espermatozoides produzidos nos testículos, de forma que eles não alcançam o sêmen que é ejaculado;
2) produção ausente ou muito baixa de espermatozoides nos testículos.
O primeiro passo, assim, é uma avaliação com o objetivo de tentar saber qual o tipo da azoospermia. Para ambos os casos, o tratamento mais indicado costuma ser a fertilização
in vitro, tentando-se obter espermatozoides diretamente dos testículos ou dos epidídimos (uma espécie de reservatório de espermatozoides, ao lado do testículo). Somente quando não existe a possibilidade de encontrarmos nenhum espermatozoide é que estará indicada a utilização de sêmen de doador.

Qual é o tratamento indicado em caso de obstrução das trompas?

Os casos de obstrução das trompas (ou tubas uterinas) devem ser detalhadamente avaliados. Dependendo de fatores como local, tipo de obstrução e idade da mulher, pode-se tentar o tratamento cirúrgico para desobstruí-las ou ser diretamente indicada a fertilização in vitro. O tratamento de fertilização in vitro consiste em estimular os ovários e retirar óvulos para serem fertilizados em laboratório. Os embriões são, então, transferidos diretamente para o útero, sem que seja necessária a participação das trompas neste processo.

Posso engravidar novamente mesmo tendo feito laqueadura?

Há 2 tipos de tratamentos possíveis para pacientes com laqueadura: a reversão cirúrgica e a fertilização in vitro. Nem sempre as condições das trompas possibilitam a cirurgia, de forma que muitas pacientes acabam necessitando da fertilização in vitro, que consiste em estimular os ovários e retirar óvulos para serem fertilizados em laboratório. Os embriões são, então, transferidos diretamente para o útero, sem que seja necessária a participação das trompas neste processo.

Mulheres com baixa reserva ovariana podem engravidar com tratamento?

Podemos entender a reserva ovariana, de forma simplificada, como o estoque de óvulos que uma mulher ainda tem em seus ovários. Diferentemente do que acontece com o homem, que produz espermatozoides ao longo de toda a vida, a mulher já nasce com todos os seus óvulos, que vão se perdendo ao longo dos anos. A partir de uma certa idade, portanto, é esperado que exista diminuição da reserva de óvulos. As características dos ciclos menstruais, aspecto dos ovários ao ultrassom e alguns exames hormonais podem indicar como está a reserva de uma mulher.  Existem métodos de indução da ovulação que podem ajudar a mulher engravidar neste período. Procedimentos de reprodução assistida como a fertilização in vitro podem resultar em boas chances de gravidez. No entanto, é importante que fique bem claro que, após os 40 anos, as taxas de sucesso de qualquer tipo de tratamento com óvulos próprios são mais baixas.

Fiz um espermograma que mostrou baixa quantidade de espermatozoides. O que fazer?

Quando existe redução do número de espermatozoides, 2 tipos de tratamento podem ser indicados: a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro. A indicação de um ou de outro dependerá de todos os parâmetros avaliados pelo espermograma, que incluem: número, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

O que é síndrome dos ovários policísticos?

A descrição de ovários micropolicísticos ao ultrassom pode fazer parte de uma condição denominada Síndrome dos Ovários Policísticos. Nesta síndrome, em geral, a mulher apresenta irregularidade menstrual ou até ausência de menstruação, levando a anovulação crônica (dificuldade para ovular). É comum também haver aumento dos hormônios androgênicos, com sinais como aumento da quantidade de pelos e acnes.

Com a indução da ovulação, é perfeitamente possível que a mulher engravide, desde que os demais exames estejam normais. Mudanças do estilo de vida, com alimentação saudável, perda de peso em caso de obesidade, prática de atividades físicas e uso de alguns medicamentos que melhorem a ação da insulina podem ajudar a aumentar as chances de gravidez.

Tive o diagnóstico de menopausa precoce. Posso ainda engravidar?

Se os ovários já entraram em falência completa, o que é comum em casos de menopausa precoce, o tratamento é possível pela fertilização in vitro com utilização de óvulos doados. No entanto, é sempre importante confirmar este diagnóstico, pois alguns supostos casos de menopausa precoce ainda apresentam alguma função ovariana residual. Em mulheres jovens com este quadro, pode ser viável a realização de uma fertilização in vitro com óvulos próprios.

Não tenho parceiro e gostaria de fazer uma produção independente. Isto é possível?

Sim, o tratamento de pessoas solteiras é possível. Para mulheres sem parceiro, utiliza-se sêmen de doador. É fundamental, no entanto, que a mulher passe por uma avaliação prévia, para que a melhor técnica de reprodução assistida seja indicada. Por exemplo, não podemos indicar uma inseminação intrauterina antes de avaliarmos as condições das trompas. Em casos de obstrução das trompas, o tratamento mais indicado será a fertilização in vitro.

Sou uma mulher homossexual e gostaria de fazer tratamento com a minha parceira. Posso utilizar meus óvulos e transferir embriões para o útero dela?

O Conselho Regional de Medicina autoriza tratamento de fertilização in vitro para casais homossexuais com utilização dos óvulos de uma mulher para formar embriões que, posteriormente, serão transferidos para o útero da parceira. Nestes casos, os espermatozoides devem sempre vir de um banco de sêmen, já que a doação de gametas, no Brasil, deve sempre ser anônima.

Somos um casal de mulheres homossexuais. Podemos fazer o tratamento usando o sêmen de um amigo como doador?

Não é possível a utilização do sêmen de um amigo. A amostra de sêmen deve sempre ser anônima de acordo com as normas brasileiras, sendo obtida a partir de um banco de sêmen.

Quais as taxas de sucesso do tratamento de infertilidade?

Se formos considerar todos os grupos de pacientes tratados, podemos dizer que as taxas gerais de sucesso ficam ao redor de 30% por tentativa. No entanto, o sucesso do tratamento depende de diversos fatores, que incluem a história clínica do casal, o fator de infertilidade, a idade da mulher, entre outros. Somente temos condições de traçar um prognóstico para o caso após uma avaliação do casal e, eventualmente, de exames subsidiários que se façam necessários.

É permitida a barriga de aluguel no Brasil?

A cessão temporária de útero (que é o nome correto do procedimento no qual uma mulher empresta o útero a outra) só é permitida, no Brasil, entre parentes de até quarto grau, sendo proibida qualquer compensação financeira. Em casos de inexistência de parentes nessas condições, é necessária autorização do Conselho Regional de Medicina para que uma pessoa sem grau de parentesco possa participar do tratamento.

Temos vontade de ter gêmeos. Podemos fazer um tratamento para realizar este sonho?

Um profissional consciente jamais fará um tratamento de reprodução assistida para que a mulher engravide de gêmeos. A gestação múltipla, aliás, é considerada uma complicação do tratamento, pois os riscos envolvidos são grandes, principalmente no que se refere às chances de perda da gravidez, complicações como aumento de pressão arterial e diabetes na gravidez e a prematuridade. Não é rara morte de recém-nascidos prematuros ou a sobrevivência com sequelas graves, incluindo problemas de visão, problemas respiratórios e déficits neurológicos, com dificuldade de movimentação e retardo mental.

Desta forma, o objetivo de um tratamento de infertilidade deve sempre ser a gestação única, com o nascimento de um bebê saudável de 9 meses

Quanto tempo um embrião pode ficar congelado sem perder o potencial reprodutivo?

Não existe prazo estabelecido para o congelamento dos embriões. A decisão do melhor momento para a transferência deve levar em conta alguns fatores, como por exemplo a idade da mulher e a reserva ovariana, com eventual necessidade de novo estímulo ovariano caso a gravidez não ocorra após a transferência daqueles embriões. Como a média de faixa etária das pacientes, em grande parte das clínicas de reprodução humana, fica ao redor de 35 a 37 anos, recomenda-se que a transferência seja realizada dentro de um prazo de 3 a 4 anos – levando em conta que as taxas de sucesso do tratamento são bem mais baixas quando se utilizam óvulos após os 40 anos. Mas isto não é uma regra; mulheres jovens que preservam seus óvulos ou embriões antes de tratamento de câncer, por exemplo, costumam deixar seus embriões congelados por períodos mais longos. É sempre importante, assim, particularizar cada caso e conversar com o médico responsável pelo tratamento, que pode ajudar o casal a se programar e tomar a melhor decisão.

Como é feita a transferência de embrião descongelados?

A transferência é feita em 3 etapas, sendo elas:
– Preparo endometrial: são medicações hormonais de baixo custo e fácil administração (adesivos ou gel transdérmico e comprimidos para aplicação por via vaginal)
– Descongelamento do embrião
– Transferência embrionária: procedimento simples, que não requer anestesia. assemelha-se a um exame ginecológico de rotina. Um fino cateter é inserido pelo colo do útero e o embrião é colocado dentro da cavidade uterina.

Como funciona a doação de embrião?

Quando um casal passa pelo procedimento de fertilização in vitro, são formados vários embriões e alguns podem ser congelados para outras eventuais tentativas. Caso o tratamento dê certo e o casal não queira outros filhos, eles podem assinar uma autorização para que os embriões restantes sejam doados. Somente embriões formados a partir de óvulos de até 35 anos e provenientes de casais sem história de problemas genéticos na família podem ser doados.

Como funciona a adoção de embrião?

Conforme as regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina:
1- A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial;
2- Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de embriões, bem como dos receptores;
3 – A escolha dos doadores é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com os receptores.

Quais as técnicas para preservação da fertilidade?

Existem 3 formas de preservar a fertilidade:
– Congelamento de óvulos
– Congelamento de espermatozoides
– Congelamento de embriões

A decisão por preservar embriões ou gametas (óvulos ou espermatozoides) deve levar em conta que, no caso de embriões, o destino dos mesmos deverá ser decidido pelo casal. Este tratamento é, portanto, mais indicado para uniões estáveis. Dependendo do caso, existe ainda a possibilidade de realização de mais de um ciclo de tratamento, com objetivo de se congelarem tanto óvulos quanto embriões.

Quando a preservação da fertilidade é indicada?

As técnicas para preservação de fertilidade são indicadas para:
– Mulheres por volta de 35 anos de idade sem perspectiva de gestação num futuro próximo
– Mulheres jovens com diagnóstico de diminuição de reserva ovariana
– Mulheres em tratamentos que possam comprometer a reserva ovariana de forma irreversível, como por exemplo quimioterapia
– Homens que vão se submeter a algum tratamento oncológico ou qualquer outro procedimento que comprometa sua fertilidade.

Pacientes que moram em outros Estados ou países conseguem fazer o tratamento com a Viventre?

Sem dúvida. Hoje em dia, com a facilidade dos meios de comunicação, conseguimos programar tratamentos mesmo à distância, avaliando exames e muitas vezes contando com a parceria de colegas locais que possam fazer algumas avaliações, como controle de ultrassom, por exemplo. Conseguimos então programar as etapas do tratamento de forma que o casal precise permanecer o menor tempo possível em São Paulo.

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