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Gravidez

Qual a melhor maneira de um casal homoafetivo ter filhos biológicos?

Por janeiro 21, 2019 janeiro 21st, 2020 Nenhum comentário

Em um passado não muito distante, era impossível casais homoafetivos terem filhos biológicos e a única maneira de realizar o sonho da paternidade e da maternidade era a adoção. Hoje em dia, entretanto, com os avanços da medicina reprodutiva, existem algumas alternativas para que um dos parceiros seja o genitor biológico.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos casais homoafetivos masculinos e femininos, felizmente, a ciência está se abrindo cada vez mais e dedicando boa parte da sua atenção para soluções que valorizam a diversidade sexual.

Em 2015, uma resolução do Conselho Federal de Medicina estabeleceu normas formais com relação à inseminação artificial e fertilização in vitro, facilitando a situação para casais homoafetivos terem filhos biológicos e mudando a vida de quem depende dessas técnicas para construir sua família.

Além das normas gerais, a entidade aprovou uma resolução que garante aos casais homossexuais o direito de recorrer às técnicas de reprodução humana para gerar bebês.

Isso significa que homens e mulheres, independentemente de sua sexualidade e formato de relacionamento, podem realizar os tratamentos que viabilizam a concepção e a gestação sem nenhuma restrição.

Para isso, ambos assumem total responsabilidade com relação à criança, garantindo seus direitos e deveres desde o nascimento.

Técnicas para casais homossexuais terem filhos biológicos

Os tratamentos de fertilização assistida feitos em clínicas especializadas no assunto é a única forma pela qual um casal homoafetivo pode ter filhos biológicos.

Abaixo, explicaremos como funcionam as técnicas de reprodução para casais formados por mulheres lésbicas e homens gays.

Casais homoafetivos femininos

Naturalmente, o sistema reprodutor da mulher produz os óvulos necessários para a fecundação. Nesse caso, o que falta são os espermatozoides. Para resolver essa questão, existem os bancos de sêmen doados por pessoas anônimas.

Ao contrário do que muitos acreditam, os doadores não possuem direito algum em relação ao bebê, fruto da concepção que utilizou parte de seu material genético. Ao doar o sêmen, o homem assina um termo de consentimento em que abre mão de qualquer responsabilidade relacionada à criança.

Quando escolhem as características do doador, as mulheres também decidem qual delas vai gestar o bebê e, então, o médico avalia a permeabilidade das tubas e a reserva ovariana. Após criteriosa avaliação, é indicado algum tipo de tratamento de reprodução assistida: inseminação intrauterina (artificial) ou fertilização in vitro.

Depois que tudo está alinhado em termos médicos, os especialistas estimulam a ovulação e, no momento certo, os espermatozoides são inseridos no útero (no caso da inseminação artificial). O procedimento é indolor, muito semelhante a um exame ginecológico de rotina.

No caso da  fertilização in vitro, os óvulos de uma das mulheres são captados após estimulação ovariana . A fecundação com o sêmen e doador ocorre no laboratório. Alguns dias depois, embriões poderão ser transferidos para o útero – da parceira ou da própria mulher cujos óvulos foram aspirados.

Dependendo do caso, a gestação pode acontecer em uma barriga solidária – caso nenhuma das duas tenha útero, por exemplo.

Esses casos são conhecidos como “gestações de substituição”. O Conselho Federal de Medicina estabelece que as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família de uma das parceiras em um parentesco consanguíneo até o quarto grau e ter menos de 50 anos.

Casais homoafetivos masculinos

Quando se trata de um casal homossexual masculino, é preciso decidir qual dos dois fornecerá os espermatozoides que serão usados para fecundar o óvulo.

Ao contrário das mulheres, o casal masculino precisa de óvulos doados e de alguém que aceite ser a barriga solidária. Os homens não têm contato com a doadora de óvulos, mas devem conhecer bem a mulher em cujo útero o bebê se desenvolverá, pois ela deve pertencer à família de um deles.

Segundo o Conselho Nacional de Medicina, o grau de parentesco deve ser até o quarto grau (mãe, irmã, prima ou tia) e a pessoa escolhida deve estar disposta a ter a gestação e deve também assinar um termo de compromisso.

Após todos os acordos, a técnica de fertilização in vitro é utilizada. Os óvulos coletados são fertilizados com espermatozoides de um dos integrantes do casal e, após a fecundação em laboratório, o embrião deve ser transferido para o útero substitutivo.

Vale lembrar que a compra dos óvulos ou pagamento à mulher que se dispõe a ser barriga de aluguel é ilegal e que é importante seguir a lei para que o sonho da paternidade se realize da melhor forma possível!

A Medicina e a liberdade dos indivíduos estão em outro patamar atualmente. Agora, casais homoafetivos podem ter filhos biológicos e formar suas famílias usando as técnicas de reprodução assistida.

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GINECOLOGIA E OBSTETRICIA em Clinica Viventre
CRM: 129.377

Formada em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP. Concluiu um Fellowship na área de Infertilidade na Yale University, nos Estados Unidos, e um estágio em Medicina Reprodutiva no IVI (Instituto Valenciano de Infertilidad), na Espanha.

É membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

Especialidades:
- Preservação de Fertilidade
- Oncofertilidade
- Falência Ovariana Prematura
- Infertilidade sem causa aparência
- Endometriose e Infertilidade
- Anovulação e Infertilidade
Dra. Paula Marin
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